sexta-feira, 11 de setembro de 2020

ANÔNIMO - EXPLICANDO O INEXPLICÁVEL, OU COMPLICANDO.

EXPLICANDO SEM NOÇÃO, OU COMPLICANDO
HUMOR DOS BONS
ANÔNIMO

Na Galeria Nacional de Arte em Dublin, um casal estava observando um quadro que lhes era completamente confuso.
A pintura retractava três homens negros totalmente nus, sentados num banco.
Duas das figuras tinham o pénis preto, mas o do meio tinha-o rosa.
O responsável da galeria percebendo que eles estavam a ter problemas para interpretar a pintura, ofereceu-se para ajudar com a sua experiência.
Durante mais de meia hora, descreveu a masculinização sexual de afro-americanos numa sociedade patriarcal predominantemente branca.
"Na verdade" - ressaltou ele - "alguns críticos sérios acreditam que o pénis rosa também reflecte a opressão cultural e sociológica experimentada por homens homossexuais na sociedade contemporânea".
Após o responsável se afastar, um Português aproximou-se do casal e disse:
"Gostariam de saber o que o quadro realmente representa?"
"Essa agora, porque é que você tem a pretensão de ser mais entendido do que o responsável da galeria"?- perguntou o casal.
"Porque eu sou o artista, que pintou o quadro" - respondeu ele - "Na verdade, não há afro-americanos representados na pintura.
Eles são apenas três mineiros de carvão portugueses das Minas da Panasqueira, o tipo do meio foi almoçar a casa!
FIM
SIMPLES ASSIM...

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

PEDRO STRECHT - REGRESSO À ESCOLA

REGRESSO À ESCOLA:

10 RAZÕES PARA UM SIM

PEDRO STRECHT, 
MÉDICO PEDOPSIQUIATRA
1. A vida contém sempre riscos.
Podemos controlá-los, mas nunca conseguiremos anulá-los.
2. Há uma diferença entre o provável e o possível. A mesma que marca a distância entre o medo que protege ou o pânico que desorganiza.
3. Ir à escola é um dever. Mas também um direito inalienável de todos os menores de 18 anos de idade.
4. Não há verdadeiro ensino nem boa aprendizagem sem uma base presencial e relacional. Ter acesso a informação é diferente de ganhar conhecimento.
5. A noção evolutiva da infância e, sobretudo, da adolescência é oposta à palavra confinamento. Implica movimento, exploração, contacto, experiência.
6. Na escola, para além de se aprender, vive-se. É possível ter rotinas, estar fora de casa, conhecer outros adultos, construir amizades, resolver zangas, dar espaço a paixões e desilusões.
7. Viver a escola é ainda ter acesso a diversas actividades extra-curriculares, com destaque para o desporto, as artes, a cultura em geral que, de outra forma, não teriam existência.
8. As famílias, tal como todos os sistemas relacionais, precisam de um espaço saudável entre os seus membros. Demasiada proximidade, em espaços físicos reduzidos, dá azo a mais conflitos emocionais e físicos.
9. A medicina não é uma ciência exacta. Podemos saber muito, mas nunca tudo. No entanto, o seu avanço bem como o das tecnologias reforça a noção de esperança no futuro.
10. A história da humanidade tem sempre ciclos de crises e avanços. Toda a crise contém em si mesmo um enorme potencial evolutivo de que todos podemos ser agentes activos
“O trabalho do pensamento humano deve resistir ao teste da realidade nua e bruta. Se não o consegue, é inútil”, Czeslaw Milosz, Nobel da LiteraturaPensamento crítico
NOTA: Recebi hoje de um querido amigo, o Pedro Strecht, esta missiva, que aqui partilho. Como sempre as suas palavras são sábias e humanas.
Maria Teresa Sá