terça-feira, 31 de dezembro de 2019

ADELAIDE ABREU DOS SANTOS - FAMOSOS GATOS DE LUZ PODERÃO ACABAR


Famosos gatos de luz poderão acabar:

 com a ajuda da inteligência artificial

CRÍTICA DE ADELAIDE ABREU-DOS-SANTOS
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Como se sabe e é público e notório, o roubo de energia elétrica, ou como denominamos normalmente “gatos” são extremamente frequentes no Brasil e não vamos dizer que é só nas favelas, pois em outros bairros, também os há, não na magnitude explícita das favelas, mas de forma camuflada e descarada. A situação costuma ser grande em locais sem muita fiscalização, palavra pouco aplicada em todas as instâncias sociais, é como se dizia vulgarmente “a coisa está à Bangu”, por quê?, não sei, mas é a verdade.
Todavia, com a evolução da tecnologia, que não se corrompe, pois não pensa de maneira gananciosa, já que é uma tecnologia e, portanto impessoal!
A tecnologia, sobretudo da inteligência artificial, esse método está fadado ao seu fim, será? Não nos esqueçamos que tratamos dos brasileiros! Dizem que pesquisadores da Universidade de Luxemburgo desenvolveram um software com inteligência artificial que possui a capacidade de identificar 65% de precisão os problemas de leitura em medidores de consumo elétrico. Será que todos serão penalizados ou só os que não têm condição nenhuma de suborno? E neste caso o “gato” será removido, nos outros a gambiarra será mais bem feita?
Image result for luz da inteligênciaDeste modo, o programa consegue perceber quando a medição do “relógio de energia” de uma casa ou mesmo estabelecimento está abaixo do que é esperado. A intenção é diminuir a quantidade de fraudes que estão relacionadas à adulteração de equipamentos de medição e também da rede elétrica. E como fica o caso dos que não têm relógio?
O software desenvolvido pela universidade foi treinado com dados de medidores coletados em 3,6milhões de lares brasileiros durante cinco anos. Portanto há uma grande expectativa de que se consiga identificar as bruscas quedas de energia ou mesmo as graduais, no que diz respeito ao consumo, será que eles já não iniciaram o desenvolvimento da contra-espionagem?
Image result for luz da inteligênciaA estimativa é que no Brasil, 22% da energia gerada no país seja perdida com fraudes desse tipo, logo conclui-se que um quinto da energia não é paga, devido às gambiarras.
Como não podia deixar de ser, sempre nos comparamos com situações piores, em vez de mencionar o positivo, portanto vamo-nos comparar à Índia, alegando que a questão por lá é mais grave e então vem a comparação: lá a média estimada de roubo de energia no ano passado foi de 31%, grande diferença, vamos analisar a população que vive em condições sub-humanas e as crenças, que dificultam o desenvolvimento e depois então façamos a comparação condigna.
Image result for luz da inteligênciaOutro parâmetro que foi usado, foi o da Inglaterra, não em percentagem, mas em milhões, por quê? A informação é que no Reino Unido o roubo de energia está na faixa de 440milhões de euros e não adianta fazer a comparação com reais, pois não é o valor do câmbio que determina o poder aquisitivo da população de cada país. 
Image result for luz da inteligênciaE vamos pensar será que são os ingleses que procedem a essa atitude, ou o monte de imigrantes, que invadiram a Inglaterra, imbuídos de suas práticas natais que o fazem?
A tecnologia com a inteligência artificial será oferecida para as distribuidoras de energia elétrica de todo o Brasil e também da América Latina pela empresa Choise Technologies. Quanto será que vai custar essa benfeitoria para cada um de nós? È sempre bom nos interrogarmos pelos benefícios que nos são dados e que normalmente nada mais são do que ônus...
 
NOSSO RETRATO FIEL

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

FONTE: JOÃO BARCELLOS - OS MACACOS


OS MACACOS
FONTE: JOÃO BARCELLOS
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Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio, uma escada e sobre ela um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, jogavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada os outros o pegavam e enchiam de pancada. Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.
Então substituíram um dos macacos por um novo.
A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato.
Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto e afinal o ultimo dos veteranos foi substituído.
Os cientistas então ficaram com um grupo de cinco macacos que mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas. Se possível fosse perguntar a algum deles porque eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
"Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui".
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terça-feira, 26 de novembro de 2019

PROF. ALEXANDRE ALCANTARA - A TESE DO COELHO

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A TESE DO COELHO
RESPONSÁVEL: PROF. ALEXANDRE ALCANTARA
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Era um dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali a raposa, e, viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.

No entanto, ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
- Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?
- Estou redigindo a minha tese de doutorado - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouve-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio.
Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.
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No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:
- Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.
- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.
Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
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Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos.
Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes.
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MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo é o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas ideias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos...
5. O que importa é QUEM É O SEU PADRINHO.......
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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

ANÔNIMO - A HISTÓRIA DAS MOSCAS


A HISTÓRIA DAS MOSCAS
ANÔNIMO

PARTE 1
Contam que, certa vez, duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente, assim logo ao cair, nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar e de se debater, e afundou…
Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz e, por isso, continuou a se debater, a se debater por tanto tempo que, aos poucos, o leite ao redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca tenaz conseguiu, com muito esforço, subir e dali levantar vôo para algum lugar seguro.
Durante anos, ouvimos esta primeira parte da história como um elogio à persistência que, sem dúvida, é uma habilidade que nos leva ao sucesso.
 
PARTE 2
Tempos depois a mosca tenaz, por descuido ou acidente caiu no copo. Começou a se debater, na esperança de que no devido tempo, se salvaria. Outra mosca passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:
– Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo!
A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso, e continuou a se debater, até que, exausta afundou no copo cheio de água.
“Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de notar as mudanças no ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados até que afundamos na nossa própria falta de visão.”

CADA SITUAÇÃO TEM SUA PRÓPRIA SOLUÇÃO!

terça-feira, 19 de novembro de 2019

POR IWASHITA, SHOICHI - HOU YI A ORIGEM DO SOL

HOU YI E A ORIGEM DO SOL
POR SHOICHI IWASHITA
De repente, dez sóis surgiram no céu. Os sóis tinham uma mãe, a deusa Yi He (que não era Sol), que escolhia apenas um dos dez filhos para, numa carruagem de ouro, dar uma volta pelo céu. Só voltavam à noite. O passeio-rodízio iluminava a nossa Terra diariamente e os homens viam apenas um Sol. Durante milhões e milhões de anos foi assim. Um dia, os filhinhos sóis entediados e sem entender por que só podiam passear sozinhos sem a companhia uns dos outros resolveram se reunir. Discutiram e decidiram que amanhã seria um grande dia: o dia em que passeariam juntos. Amanheceu. Os DEZ subiram na carruagem de ouro. A mãe, ao ver a cena, desesperada, tentou impedir que os filhos travessos saíssem. Mas sem sucesso, chorou.
Ao se aproximar da Terra, que foi ficando cada vez mais vermelha e começou a arder em chamas com o calor excessivo, os sóis se alegraram. Achavam que a movimentação dos homens e animais correndo de um lado para o outro era um sinal de boas vindas e ficaram ainda mais alegres. O povo, desesperado, procurou o imperador que resolveu escrever um comunicado ao deus do leste, do reino de onde vinham os sóis. “Devido às travessuras de seus filhos, a Terra inteira está em chamas”, dizia a carta. “Se não tomares uma atitude, todos morreremos”. O deus do leste, entendendo a gravidade da situação, chamou Hou Yi, um hábil arqueiro, para que desse uma lição nos travessos. Deu a Hou Yi um arco vermelho e dez flechas brancas, mas avisou que o arqueiro deveria apenas dar um susto e não machucá-los.
Ao chegar com sua esposa na Terra, Hou Yi andou por vários lugares para verificar o estrago causado pelos sóis. Indignado com a alegria dos sóis, que pareciam não se importar com o sofrimento dos homens, o arqueiro pegou a primeira flecha, mirou em um dos sóis, e disparou. O povo ouviu o “chi” do disparo da flecha que sumiu. Quando todos já duvidavam da capacidade do arqueiro em atingir o sol com sua flecha, um dos sóis se transformou em uma nuvem negra, e (agora, vem a melhor parte:) caiu na terra como um corvo de três patas. Morto. A Terra refrescou um pouco.
Com a aclamação das pessoas, Hou Yi pegou a segunda flecha e disparou na direção de um sol que estava fugindo, assustado com a morte de seu irmão. Acertou mais uma vez. E o outro sol caiu na Terra, morto, estendido no chão, como um corvo de três patas. As pessoas celebravam a temperatura cada vez mais amena e, na empolgação, instigavam o arqueiro a disparar mais flechas. E assim, Hou Yi, disparou a terceira, a quarta, a quinta flecha, esquecendo completamente as recomendações do deus do leste. E sem errar o alvo, grande arqueiro que era, os sóis caíam na terra, mortos, como corvos de três patas.
Depois que disparou contra o nono sol, o imperador lembrou da importância do calor e da luz para a Terra e retirou a última flecha das costas do arqueiro, que não se lembrava de quantos sóis havia matado.
Terminada a chacina solar, Hou Yi que voltou para o palácio com o imperador, foi proibido de voltar para o céu por ter desrespeitado as ordens do deus do leste e, desde então, o único filho sol que restou, se levanta bem cedo para passear no céu retornando só à noite. E não falta um dia com medo de represálias.
MITOLOGIA CHINESA
Estátua do arqueiro Hou Yi, que ilustra esta história, na China. Imagem: Reprodução

FIM