domingo, 8 de agosto de 2021

ANTONIO FALCHETTO - IRMÃO MAIS VELHO

 IRMÃO MAIS VELHO
RETALHOS DA VIDA
Antonio Falchetto
07 DE AGOSTO DE 2014

 

FRANCISCO HORÁCIO É O DE BARBA BRANCA

                   Hoje, data de despedida, pensei muito nesse irmão que nos deixa. Coisas que sentimos sem pensar.

Um primogênito de futuro com um pé nalguma ponte de comando portuguesa, transformado, pela morte de seu pai, em mais um remador nesta barca da vida. Passageiro involuntário de uma viagem alucinante, veio parar no Brasil, terra de promessas.

Tocante foi sua capacidade de adaptação e de proatividade. "Se nosso futuro é este vamos fazer o melhor que podemos!"

Eu fui o primeiro novo irmão da relação de sua mãe com seu padrasto (que nome mais carregado de tensões!!!), ele tinha 16. Sua reação foi construir um berço de madeira na escola de artes e ofícios do Funchal. Quem poderia desejar uma recepção melhor?

Mais tarde, sua profissão chamava a atenção do irmão mais novo, que queria desenhar como o mais velho. "desenha um carro aí? E um navio? Um avião, uma árvore?" Quanto papel gastei tentando imitar o irmão mais velho!

E no fim é isso o que somos, um pedaço de um irmão, outro de outro, do pai, da irmã, vamos costurando nossa existência a partir dos retalhos que vamos catando dos nossos modelos.

Não é fácil essa parte de despedida, mas faz parte do processo. A vida depende das individualidades para pavimentar o caminho por onde segue a humanidade.

Eu sou muito grato por tudo o que o Francisco Horácio representou para mim. Sei agora ver entre todos os defeitos, que sempre sabemos apontar nos irmãos, essas qualidades 'sine qua non' que fazem de nós o que somos.

Bem disse quem citou que nunca morre aquele que vive em nosso coração.

ANTONIO MARCOS NO CHARME DA ADOLESCÊNCIA

FIM

segunda-feira, 12 de julho de 2021

PESQUISA DE ADELAIDE ABREU DOS SANTOS - CASTELO DE MARVÃO, PORTUGAL

VILA DE MARVÃO
                            PESQUISA DE ADELAIDE ABREU-DOS-SANTOS

           A Mui Nobre e Sempre Leal Vila de Marvão localiza-se em Portugal, no distrito de Portalegre, região Alentejo e sub-região do Alto Alentejo, com menos de 500 habitantes, situada no topo da Serra do Sapoio, a uma altitude de 860 metros.

       É sede do município de Marvão com 154,90km² de área e 3.512habitantes (2011), subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte e leste pela Espanha, a sul e oeste pelo município de Portalegre e a noroeste por Castelo de Vide.

           A vila e as montanhas escarpadas em que se localiza estão inscritas na lista de candidatos a Património Mundial da UNESCO desde 2000.
          O título de Mui Nobre e Sempre Leal foi concedido à Vila de Marvão pela Rainha D. Maria II.

HISTÓRIA
           Desde, pelo menos, o período romano, que os rochedos de Marvão são utilizados como refúgio ou como ponto estratégico militar. No século X foi referida pelo historiador cordovês hispano-muçulmano Issa ibne Amade Razi como Amaia de ibne Maruane e Fortaleza de Amaia, fortaleza essa que em 884 serviu de refúgio ao fundador de Marvão, o rebelde muladi ibne Maruane Aliliqui, "O Galego"(morto em 889), líder de um movimento sufi no Alandalus, que pegou em armas contra os emires de Córdova e criou uma espécie de reino independente sediado em Badajoz até à instauração do califado de Córdova em 931


                            DOM AFONSO HENRIQUES                     DOM DINIS

DOM SANCHO II
          A localidade foi conquistada aos muçulmanos por D. Afonso Henriques durante as campanhas de 1160/1166, tendo sido novamente tomada pelos mouros na contra-ofensiva de Iacube Almançor(r. 1184–1199), em 1190. Em 1226, D. Sancho II dá foral à população e manda ampliar o castelo. Em 1299, D. Dinis disputa e apodera-se do castelo, que foi incluído no plano das suas reedificações militares e passou a ter uma grande importância estratégica nas guerras com os castelhanos.

FREGUESIAS DE MARVÃO:
          Beirã é uma freguesia portuguesa do concelho do Marvão, na região do Alentejo, com 44,79km² de área e 498habitantes(2011). A sua densidade populacional é de 11,1 hab/km².
         A freguesia da Beirã teve uma estação de combóios(Marvão-Beirã) que serviu a sede de concelho, Marvão.

        Santa Maria de Marvão é uma freguesia portuguesa do concelho do Marvão, na região do Alentejo, com 23,40km² de área e 486habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 20,8 hab/km².

          É a única freguesia urbana do concelho de Marvão, correspondendo à totalidade da sede de concelho, a vila de Marvão.
         O seu nome deriva do Governador Mouro Marwan, que aí tinha refúgio.

         O Castelo de Marvão, no Alentejo, localiza-se na vila e freguesia de Santa Maria de Marvão, concelho de Marvão, distrito de Portalegre, em Portugal.
          O castelo inscreve-se no Parque Natural da Serra de São Mamede, na vertente norte da serra, em posição dominante sobre a vila e estratégica sobre a linha da raia, controlando, no passado, a passagem do rio Sever, afluente do rio Tejo. Esse fato garantiu-lhe a atenção de diversos monarcas, expressa em diversas campanhas de remodelação, que deram ao monumento o seu aspecto atual.

HISTÓRIA do castelo
ANTECEDENTES
         Pouco se sabe quanto à primitiva ocupação humana de seu sítio, possivelmente um castro pré-histórico. À época da Invasão romana da Península Ibérica, alguns autores defendem ser esta a povoação romanizada que os Lusitanos denominavam como Medóbriga, que, objeto de disputa entre as forças de Pompeu e de Júlio César, foi conquistada por tropas deste último sob o comando do propretor Caio Longino, em meados do século I. O interesse pela povoação derivava principalmente por ser vizinha à estrada romana que ligava Cáceres a Santarém, na altura da ponte que cruzava o rio Sever (Ponte da Portagem).

          Embora não haja mais informações acerca do período das invasões de Suevos, Visigodos e Muçulmanos, entre 876 e 877 aí se instalou ibne Maruane, sendo o local conhecido já no século X como Amaia de ibne Maruane ou Fortaleza de Amaia.

O CASTELO MEDIEVAL
 
        No contexto da conquista de Alcácer do Sal, D. Afonso Henriques(1112-1185) terá tomado a povoação aos mouros entre 1160 e 1166. Quando da demarcação do termo de Castelo Branco(1214), Marvão já se incluía em terras portuguesas. D. Sancho II(1223-1248) concedeu-lhe Carta de Foral(1226), visando manter esta sentinela avançada do território povoada e defendida diante das repetidas incursões oriundas de Castela à época.

          D. Afonso III(1248-1279) doou os domínios de Marvão aos cavaleiros da Ordem de Malta(1271), posteriormente outorgados a seu filho, Afonso Sanches, juntamente com os senhorios de Arronches, Castelo de Vide e Portalegre. Por esta razão, ao se iniciar o reinado de D. Dinis(1279-1325), a vila e o seu castelo viram-se envolvidos na disputa entre o soberano e o infante D. Afonso, vindo a ser conquistados pelas forças do soberano em 1299. No encerramento da questão, os domínios de Marvão, Portalegre e Arronches foram trocados pelos de Sintra e de Ourém, permanecendo os primeiros na posse do soberano. Este confirmou a Marvão o foral de 1226 e empreendeu-lhe obras de ampliação e reforço das defesas, destacando-se a construção da torre de menagem, iniciada no ano de 1300.

          No reinado de D. Fernando(1367-1383), foi estabelecido em Marvão o couto de homiziados (1378). Após o seu falecimento, ao eclodir a crise de 1383-1385, a vila e seu castelo posicionaram-se pelo partido do Mestre de Avis. O novo soberano e os seus sucessores concederam diversos privilégios à vila (1407, 1436 e 1497) com o mesmo fim de incrementar o seu povoamento e defesa. Nessa fase, foram procedidos também reforços nas muralhas, o que é constatado pela presença de cubelos datando dos séculos XV e XVI.

DA GUERRA DA RESTAURAÇÃO AOS NOSSOS DIAS

          Quando da Restauração da independência portuguesa, no contexto da guerra que se seguiu, as defesas de Marvão foram remodeladas, adaptadas aos avanços da artilharia da época. A primeira fase dessas obras desenvolveu-se entre 1640 e 1662 quando o abade D. João Dama empreendeu a reconstrução de um troço da muralha e barbacãs que se encontravam em ruínas, providenciou reparo nas portas do castelo e outros consertos necessários à conservação e defesa da vila. Ainda em obras, sofreu assalto por forças espanholas (1641 e 1648), batendo-se ativamente com a praça vizinha de Valencia de Alcántara, até à conquista desta pelas forças de D. António Luís de Meneses (1644. Um relato de Nicolau de Langres, à época, informa que a guarnição de infantaria e de cavalaria portuguesa nesta fortificação eram oriundos de Castelo de Vide, contando Marvão com cerca de 400 habitantes.

          Ao se iniciar o século XVIII, a fortaleza de Marvão foi conquistada pelo exército espanhol (1704), para ser retomada em seguida pelas tropas portuguesas sob o comando do conde de São João(1705). Um novo assalto espanhol à vila se repetiria décadas mais tarde, em 1772.

          No século XIX, abrindo-se a Guerra Peninsular, foi ocupada por tropas francesas, libertando-se em 1808. Posteriormente, quando das Guerras Liberais, no episódio conhecido como Guerra da Patuleia, foi ocupada pelas forças liberais (12 de Dezembro de 1833), vindo a sofrer o assédio das tropas miguelistas no ano seguinte (1834).

          O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional, por Decreto publicado em 4 de Julho de 1922. A intervenção do poder público, por iniciativa da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), iniciou-se em 1938, na forma de reparações, renovações, reconstruções, desinfestações, limpeza e pintura, repetindo-se até aos nossos dias. Desde então, com o apoio da Liga dos Amigos do Castelo de Marvão e da Câmara Municipal, este patrimônio vem sendo mantido em bom estado de conservação. Ao visitante são oferecidas visitas guiadas ao núcleo arqueológico de armaria nas dependências do castelo.

CARACTERÍSTICAS
          O Castelo de Marvão ergue-se sobre uma crista quartzítica, na cota de 850 metros acima do nível do mar, encerrando em seus muros a vila medieval. Os seus muros, reforçados por torres, distribuem-se em linhas defensivas concêntricas: a linha interna, reforçada por duas torres e um cubelo, dominada pela Torre de Menagem, de planta quadrada, que lhe é adossada; a linha intermediária, coroada por ameias e reforçada por torres maciças;a linha externa, constituída pela barbacã, de onde parte a cerca da que envolve o monte e compreende a vila. A adaptação dessa defesa no final do século XVII, converteu o castelo na cidadela da fortaleza abaluartada, com Canhoneira nos eirados, permitindo o tiro rasante.

A LENDA DE NOSSA SENHORA DA ESTRELA
 
           No século VIII, sem conseguir resistir ao avanço dos muçulmanos na região, os habitantes de Marvão abandonaram as suas terras para procurar refúgio nas montanhas das Astúrias, onde se mantinha viva a resistência cristã. Antes de partir, trataram de esconder as imagens sagradas. À época da Reconquista, passados mais de quatro séculos, afirma-se numa noite, um pastor guiado por uma estrela, dirigiu-se a um monte onde encontrou, entre as rochas, uma imagem de Nossa Senhora. Como sinal de devoção, foi erguido nesse local um convento franciscano (Convento de Nossa Senhora da Estrela), tendo a Senhora se tornado protetora do castelo. Com relação a essa devoção em particular, conta-se ainda que, uma noite em que forças castelhanas, conduzidas por dois traidores, se aproximavam sorrateiramente do castelo para o assaltar, ouviu-se na escuridão uma voz feminina que bradava Às armas!. Enquanto os sentinelas avisavam a guarnição para se pôr a postos, puderam ser vistos os castelhanos em fuga descendo a encosta, assustados.

MARVÃO
          A pitoresca vila de Marvão, que faz parte de qualquer circuito turístico ao norte alentejano, situa-se numa zona muito rica em termos faunísticos. Esta zona destaca-se pela sua colónia de grifos e pela enorme diversidade de passeriformes, permitindo observar algumas espécies de aves pouco comuns no território nacional.

VISITA:
          O castelo de Marvão, com as suas vistas panorâmicas, merece a atenção de qualquer observador de aves. O melhor local de observação situa-se nos torreõesda extremidade norte do castelo. Este é um local excelente para observar o melro-azul, que pousa frequentemente nas muralhas ou nos torreões. Também a ferreirinha-alpina frequenta habitualmente este local, podendo alimentar-se do lado de fora da muralha em dias de grande afluência de visitantes. O rabirruivo-preto é frequente a toda a volta da cerca muralhada. No interior do castelo há geralmente poucas aves, sendo o pardal-comum a especie mais conspícua neste voa frequentemente junto às muralhas. Do lado de fora das muralhas não é raro verem-se perdizes.

          O Rio Sever, na zona da Portagem, vendo-se ao fundo a escarpa de Marvão. A alvéola-cinzenta vê-se facilmente no rio.

           Na parte norte do concelho fica a pequena aldeia da Beirã, onde se situa a antiga estação ferroviária internacional. Esta área pode ser explorada facilmente, pois há várias estradas municipais com pouco tráfego, que permitem uma observação tranquila.

           A zona é particularmente rica em passeriformes. Entre as espécies mais comuns e fáceis de observar, são de referir a cotovia-montesina, a toutinegra-de-cabeça-preta, a pega-rabuda(frequente nas imediações da aldeia), o gaio, o estorninho-preto e o trigueirão. No Inverno observam-se pequenos bandos de pardais-espanhóis, que frequentam os silvados e por vezes se alimentam nas bermas das estradas. Esta zona também é rica em aves de rapina, podendo ver-se regularmente o bútio-comum e a águia-cobreira, para além de ocasionais bandos de grifos, presumivelmente oriundos de Espanha.

Toutinegra-de-cabeça-preta
Pega-rabuda
Gaio
Estorninho-preto
Trigueirão

sexta-feira, 18 de junho de 2021

PESQUISA DE ADELAIDE ABREU-DOS-SANTOS - A CASA BIZARRA DE NIKOLAI SUTIAGUIN

 A CASA BIZARRA DE NIKOLAI SUTIAGUIN

PESQUISA DE ADELAIDE ABREU-DOS-SANTOS

         A Casa Sutyagin (em russo: Дом Сутягина, Dom Sutyagina; também denominada Деревянный небоскрёб, "arranha-céu de madeira", ou Соломбальский небоскрёб, "arranha-céu de Solombala") foi uma casa de madeira em Arcangel, na Rússia.
             A residência, com o equivalente a 13 andares em 44 metros de altura, pertencia ao líder criminoso local Nikolai Petrovich Sutyagin, era relatada como a construção de madeira mais alta do mundo, ou ao menos da Rússia. 

NIKOLAI PIETROVICH STUTIAGUIN
           Construída por Sutyagin e sua família ao longo de 15 anos, iniciando-se em 1992, sem quaisquer planos formalizados ou autorizações para construção, a estrutura deteriorou-se enquanto Sutyagin passava vários anos na prisão.
            Em 2008, a construção foi condenada pelo risco de incêndio e a Justiça determinou sua completa demolição até 1 de fevereiro de 2009. 
           Em 26 de dezembro de 2008, a torre foi derrubada, e o restante foi desmanchado manualmente ao longo dos meses seguintes. A parte remanescente da construção, com quatro andares, pegou fogo e pereceu em 6 de maio de 2012.
        OUTRO OLHAR

Foi em 1992 quando Nikolai Sutyagin, um homem de negócios russo de má reputação, decidiu construir sua mansão em Arkhangelsk, Rússia. Inicialmente a casa deveria ter dois andares como o resto das vizinhas, mas sua convicção de superioridade o motivou a erguer uma casa que se elevava acima das outras para representar seu status superior como ele acreditava.

Assim começou a levantar a casa levantando novos pisos, mas seu trabalho foi frustrado já que Nikolai foi preso e condenado por crimes relacionados à máfia russa.

Anos se passaram e uma vez que sua sentença acabou, Nikolai voltou ao seu projeto de elevar sua mansão acima do resto. Mas agora, depois de cumprir sua sentença, ele estava quebrado.

Isso não freou seu ambicioso projeto e, para continuá-lo, ele usou o material mais barato, a madeira, e o melhor acabamento, ele mesmo. 15 anos de esforço com a família e paciência até atingir 44 metros de altura e 13 andares. Cada um se posicionou à sua maneira, conforme o projeto avançava, mas com certos critérios arquitetônicos, embora a verdade fosse bastante precária.

A obra não foi concluída, mas as reclamações contínuas dos vizinhos devido ao alto risco de rompimento ou incêndio, obrigaram as autoridades a demolir em 2008 (vídeo), desmontando toda a madeira nos meses seguintes até que fosse reduzida para 4 andares, novamente seu projeto foi frustrado. Finalmente, a casa pegou fogo em 6 de maio de 2012.

               Seria legal vê-lo em seu esplendor máximo em pé, me lembra um pouco o castelo em movimento do estúdio Ghibli, muito legal a verdade.

A residência, com o equivalente a 13 andares em 44 metros de altura, pertencia ao líder criminoso local Nikolai Petrovich Sutyagin, era relatada como a construção de madeira mais alta do mundo, ou ao menos da Rússia. Construída por Sutyagin e sua família ao longo de 15 anos, iniciando-se em 1992, sem quaisquer planos formalizados ou autorizações para construção, a estrutura deteriorou-se enquanto Sutyagin passava vários anos na prisão.


         O INCÊNDIO FINAL, FIM DE UM SONHO...

SONHO DESTRUÍDOOOOO....



FIM